Crescer com IA como padrão: o que muda na formação do profissional que vai trabalhar com você

A geração que nunca conheceu um mundo sem IA já está no mercado. Seu modelo de liderança está preparado para isso?

Notícias de IA·26 de agosto de 2026·3 min de leitura·Fonte original: MIT Technology Review
Crescer com IA como padrão: o que muda na formação do profissional que vai trabalhar com você

Uma das editoras do MIT Technology Review abriu a edição de setembro de 2026 com uma confissão pessoal: ela criou contas digitais para a filha ainda bebê. Construiu uma identidade online antes que a criança soubesse falar. Parece exagero, mas é exatamente esse contexto que define quem está entrando agora no mercado — e quem vai dominar suas equipes nos próximos 10 anos.

Essa geração não "aprendeu a usar IA". Ela cresceu com IA como parte do ambiente. Assim como você não "aprendeu a usar a internet" — você simplesmente começou a viver nela.

E o ponto central aqui não é tecnologia. É comportamento. É expectativa. É forma de pensar.

Homem adulto trabalhando remotamente em um laptop em um café ao ar livre à beira da água.

Foto: Anete Lusina via Pexels

O que aconteceu — e por que importa agora

O MIT Technology Review dedicou a abertura de uma edição inteira para refletir sobre o que significa crescer completamente imerso em ferramentas de inteligência artificial desde o berço. Não é ficção científica. É o perfil real do profissional que hoje tem entre 18 e 25 anos e já está mandando currículo — ou já está na sua empresa.

Para as empresas brasileiras, isso tem um peso duplo: ao mesmo tempo que o país ainda debate se deve ou não adotar IA no ambiente de trabalho, a geração que já vive nela está batendo na porta da recepção. Essa assimetria vai gerar atrito — e o líder que não perceber vai confundir o sintoma com problema de atitude.

Um grupo diversificado de colegas de trabalho colaborando em um escritório em conceito aberto com decoração moderna amar

Foto: Moe Magners via Pexels

O que muda na prática para líderes e gestores

  • Onboarding vai precisar ser repensado. O novo colaborador não precisa que você explique o que é IA — mas pode não saber trabalhar sem ela. Processos manuais, reuniões longas sem pauta e aprovações em cadeia vão parecer insuportáveis. Não é preguiça; é incompatibilidade de ritmo.

  • A régua de performance muda. Profissionais que cresceram com IA tendem a resolver em minutos o que antes levava horas. Se o gestor ainda mede produtividade por esforço e tempo, vai avaliar errado — e perder os melhores talentos por não entender o que está vendo.

  • Cultura de feedback precisa ser mais rápida e mais direta. Essa geração cresceu em ambientes que respondem em tempo real. O feedback anual, ou mesmo trimestral, não faz sentido para quem está acostumado com resposta imediata. Líderes que insistem no modelo antigo vão parecer — literalmente — atrasados.

Duas mulheres envolvidas em uma reunião colaborativa em um escritório, enfatizando diversidade e trabalho em equipe.

Foto: Yan Krukau via Pexels

O que você deve fazer essa semana

Converse com alguém do seu time que tenha menos de 25 anos. Pergunte como ele usaria IA para melhorar um processo que você considera eficiente. Escuta de verdade — sem filtro de "mas sempre funcionou assim". A resposta vai revelar mais sobre o futuro do seu negócio do que qualquer relatório de consultoria.

Se você lidera uma empresa ou área no Brasil, a pergunta não é mais "vou precisar contratar pessoas que sabem usar IA?". A pergunta é: o seu ambiente de trabalho está preparado para receber quem nunca trabalhou sem ela?

Essa é a virada que poucos gestores estão vendo — e que vai separar as empresas que crescem das que ficam explicando por que perderam os melhores talentos.

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