O que a geração que está chegando ao mercado espera de quem lidera
A Copa de 2026 revelou algo que vai muito além do futebol — e os líderes brasileiros precisam prestar atenção.
Você já parou pra pensar que a geração que está entrando no seu time agora cresceu num mundo completamente diferente do seu? Não é exagero. É dado.
A McKinsey publicou uma análise usando a Copa do Mundo de 2026 como janela para entender o comportamento de uma nova geração de consumidores — especialmente o público latino. O que aparece ali não é só tendência de entretenimento. É um sinal claro sobre o que essa geração valoriza: comunidade real, identidade forte e pertencimento genuíno.
E sabe onde isso bate direto? Na sua empresa.

Foto: Theo Decker via Pexels
A geração que entrou no seu time não funciona como a anterior
Falar de "geração Z" ou "millennials" virou clichê. Mas o comportamento descrito na pesquisa da McKinsey é concreto: essa turma busca experiências que confirmem quem eles são, não só o que recebem. Eles escolhem ambientes onde se sentem parte de algo maior do que a função que exercem.
Para o líder brasileiro, isso tem implicação direta em três frentes:
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Cultura não é cartaz na parede. Se o seu discurso de missão e valores não aparecer nas decisões do dia a dia — na forma como você dá feedback, como resolve conflito, como reconhece o time —, o novo talento percebe em semanas. E começa a olhar pra porta.
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Pertencimento não é happy hour. O que retém essa geração é sentir que a voz dela importa, que ela tem espaço pra contribuir de verdade. Líder que centraliza tudo e deixa o time só "executando" vai perder as melhores pessoas mais rápido do que imagina.
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Identidade no trabalho é sério. Essa geração não separa quem ela é de onde trabalha. Empresa que ignora diversidade, que não tem coerência entre o que fala e o que pratica, perde atração de talento — e começa a perder reputação no mercado.

O que isso muda na prática para quem lidera
Se você tem um time com pessoas de 20 a 35 anos — ou vai contratar nos próximos meses —, algumas perguntas valem ser respondidas com honestidade essa semana:
1. Sua liderança cria senso de comunidade ou só agenda de tarefas? Time que se sente parte de algo produz diferente. Não porque vira amigo de todo mundo, mas porque entende o propósito do trabalho. Isso começa no 1:1, na reunião de equipe, na forma como você apresenta os desafios.
2. Você sabe o que motiva cada pessoa do seu time individualmente? Tratar todos igual é o erro mais comum de gestor que escala bem tecnicamente mas trava como líder de pessoas. Conhecer o que move cada um é o básico de quem quer reter talento bom.
3. Sua empresa tem coerência entre o que promete e o que entrega na experiência interna? Employer branding bonito com cultura tóxica dentro não engana mais. A informação corre rápido — especialmente entre jovens.

Foto: Matheus Bertelli via Pexels
O que fazer essa semana
Escolha uma pessoa do seu time que você ainda não conhece de verdade — alguém com quem você só fala sobre entregas — e marque uma conversa de 30 minutos sem pauta de projeto. Só pra entender o que ela está aprendendo, o que ela quer construir, o que ela acha que falta no ambiente.
Parece simples. Mas a maioria dos líderes não faz isso com frequência suficiente.
E é exatamente esse gesto — pequeno, consistente, humano — que separa o líder que retém talento do que fica perguntando por que o time bom vai embora.
Quer continuar essa conversa? Me manda uma mensagem no WhatsApp e veja como a Skill pode ajudar você a desenvolver uma cultura de liderança que retém e desenvolve os melhores talentos do seu time.
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